Em reportagens recentes, especilistas mostram que vibradores não causam dependência física, mas podem gerar condicionamento ao prazer quando usados de forma repetitiva.

O debate sobre o uso de vibradores e a possibilidade de “vício” voltou a ganhar força nas redes sociais. No entanto, especialistas em sexualidade são categóricos: não há evidência clínica de dependência fisiológica. O que pode ocorrer, segundo eles, é um processo de condicionamento, quando o corpo se acostuma a um tipo específico de estímulo.
Em entrevista ao portal Universa, do UOL, a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade, explica que o uso do vibrador só pode ser considerado problemático em situações extremas.
Segundo ela, o comportamento só se enquadra como vício quando há prejuízos concretos na vida da pessoa, como impactos na saúde, no trabalho ou nas relações sociais.
Já a sexóloga Danni Cardillo, em entrevista ao jornal O Globo, reforça que os vibradores devem ser vistos como aliados da sexualidade feminina, e não como substitutos das relações.
Para ela, o uso desses dispositivos está mais relacionado à autonomia e ao autoconhecimento do que a qualquer tipo de dependência, destacando que o prazer não deve ser tratado como tabu.
Quando o hábito vira condicionamento.
Apesar de não haver vício físico, especialistas alertam para o chamado “condicionamento sexual”. A sexóloga Ana Canosa utiliza esse termo para descrever situações em que o corpo passa a responder melhor apenas a um estímulo específico.
Isso ocorre porque vibradores oferecem estímulos mais intensos e diretos. Quando utilizados sempre da mesma forma, o cérebro tende a associar aquele padrão como principal via para o orgasmo, o que pode dificultar outras experiências.
Uma reportagem do Universa (UOL) também trouxe o relato de uma mulher que afirmou ter dificuldade de atingir o orgasmo sem o uso do vibrador após anos de uso contínuo. A experiência ilustra o que especialistas definem como condicionamento e não dependência clínica.
A ciência é clara: vibradores não causam vício no sentido médico. No entanto, o uso repetitivo e sem variação pode limitar a resposta sexual ao longo do tempo. Especialistas defendem que o caminho não é abandonar o acessório, mas diversificar estímulos e manter o sexo como uma experiência plural.

 

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